Em São Gotardo nascem alguns dos rios mais importantes da Europa, como o Reno e o Ródano. Mais modesto, mas não menos atraente, é o rio Ticino, que perde a sua autonomia depois de percorrer cerca de 250 km no rio Pavia, no norte de Itália, para desembocar no rio Po. Antes de desaguar, corre pelo vale de Bedretto e pelo distrito de Leventina, a planície Magadino e pelo lago Maggiore.
O Vale Bedretto bem como o distrito de Levantina são populares por proporcionarem espetaculares caminhadas com vistas panorâmicas ao longo dos flancos do vale. No Leventina, o Ticino segue as longas transversais alpinas da ferrovia e da autoestrada de São Gotardo, bem como da ciclovia Ticino que percorre agradavelmente o vale.
O comboio necessita de quatro túneis para poder acompanhar a inclinação do rio. Os amantes de canoagem e de rafting encontram aqui o local ideal para as suas aventuras. Nas margens do Ticino esperam-no diversas atrações, como a igreja românica de S. Nicolao em Giornico, ou os três castelos de Bellinzona, património mundial da Unesco. Em direção a Bellinzona, o Ticino atravessa a fértil planície de Magadino até desaguar no lago Maggiore, que volta a deixar em Itália. As margens de Locarno e Ascona são dos destinos mais populares do sul da Suíça.
Destaques
- Maggia e Verzasca são afluentes selvagens e românticos que desaguam no Ticino; os seus vales são destinos populares do sul da Suíça.
- O trilho leva-nos de Biasca até à maior queda de água do Ticino: em três socalcos, a queda de água de Santa Petronilla precipita-se no vale.
- Bolle di Magadino: na zona húmida e natural na foz do Ticino, no lago Maggiore, repousam mais de 200 espécies de aves migratórias, antes do seu voo sobre os Alpes.




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